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A arte de deixar para amanhã

5 de jan. de 2020

Eu passei o ano de 2019 inteiro adiando tudo o que eu deveria fazer. Coisas que eram importantes para mim, eu deixava de lado. Não colocava minhas ideias em pratica. Eu adiava tudo. Minha mente parece que funciona ligada nos 220v, estou sempre tendo ideias criativas. Tenho dois cadernos cheios de ideias para postagens e roteiros para o Não Sou Uma IT, mas ao invés de eu gravar vídeos e criar postagens, eu adiava. Deixei passar várias oportunidades importantes para o blog/canal, deixei de encontrar meus amigos, deixei a arrumação do meu guarda roupas pra depois.
Comecei a me sentir mal por ver que a minha vida estava parada, as coisas não aconteciam, meus amigos se afastaram de mim. Finalmente parei para analisar a minha vida. A única culpada de tudo isso era eu! Eu estava me autosabotando! Eu estava acabando com as expectativas de crescimento na minha vida... Eu teria que mudar!
Depois de reconhecer o problema e decidir mudar, eu me esforcei para parar de procrastinar. Procrastinar é o ato de adiar intencionalmente o inicio ou o termino de alguma coisa que você iria fazer, mesmo sabendo que essa ação não é uma boa ideia. É uma forma de evitar o estresse que tende a piorar ao longo prazo.
No meu caso, eu procrastinava por medo do futuro, medo de tudo o que me tirava da zona de conforto e tudo o que saía do meu controle... Pois é, eu achava que tinha controle sob a vida.
Para parar de procrastinar eu tirei da minha cabeça que eu preciso estar com vontade de fazer algo para fazer algo. Mesmo sem vontade, precisamos fazer porque ninguém irá fazer por nós. Eu não quero mais viver deitada apenas sonhando, eu quero levantar e fazer meu sonho ser realizado. Não adianta querermos conquistar o mundo e não querer pagar o preço de nos concentrarmos, nos dedicarmos, trabalharmos para isso.
Eu comecei a me policiar, a cuidar de mim e me responsabilizar pela minha vida. Me autodisciplinar para eu fazer o que preciso fazer, me valorizar o bastante e acreditar no meu potencial. Não preciso me preocupar com o futuro porque Deus tem o controle da minha vida e eu decido o rumo que quero dar a ela.

Esse texto foi escrito por mim. Se quiser reblogar escreva nos comentários avisando e coloque os devidos créditos.

Eu quero um amor, mas não agora.

25 de abr. de 2019

Claro que eu quero me apaixonar! Esbarrar no amor da minha vida e ver cada pedacinho do meu corpo arrepiar. Quem é que não sente vontade de ter milhões de borboletas voando no estômago? É óbvio que eu também espero conhecer alguém legal que me faça rir com piadas bobas e torne meu dia menos pesado só por estar ali, segurando na minha mão. Alguém que tire meus pés do chão e me deixe sorrindo à toa enquanto sonho acordada esperando o ônibus em uma segunda-feira chuvosa. Também quero viver um desses romances fofinhos que deixam a gente meio piegas e melosos. Um tipo de cinema, pra planejar casar, ter filhos e comprar uma casa na praia. Mas, antes disso, eu quero varias outras coisas.

Não me leve a mal! Não tem nada a ver com o meu signo ou com a posição da lua na hora em que nasci. É mais sobre o meu momento de vida, sabe? Agora eu não tenho tempo pra dividir meu tempo com mais ninguém. To ocupada demais cuidando de mim, correndo atrás de conquistar os meus objetivos, amadurecendo. To aprendendo a gostar dos meus defeitos e, cara, isso requer dedicação pra caramba! Tenho me tornado mais inteira, mais completa. É uma fase minha, pra mim. Não dá pra deixar outra pessoa entrar agora. Não dá pra compartilhar o meu amor com outro alguém. Tenho me amado demais, não sobra nada. E isso é incrível!

Comecei a me levar pra sair, já conheci uma dúzia de restaurantes incríveis. E os lançamentos no cinema, então? Vi todos! Fui ao teatro e estou correndo no parque perto de casa. Voltei a fazer inglês e me matriculei na pós. As vezes vou ao bar ver algumas amigas e conversar um pouco, as vezes vou tomar um drink e assistir ao fim de tarde. Tenho me feito companhia. E tenho adorado estar comigo. Por isso, eu peço pra pessoa maravilhosa que vai cruzar o meu caminho esperar mais um pouco, porque agora não vai rolar. Faltam umas viagens pr’eu fazer, festas pra curtir sozinha, um tanto de comédias ridículas para ver, o carnaval tá quase ai e cê sabe, né!? Sem contar que ainda tenho muito pra descobrir sobre mim.

O lugar de amor da minha vida não tá vago. To ocupando ele. Espera eu desocupar pra aparecer, pode ser? Enquanto isso eu sigo apaixonada por mim, obrigada.
Esse texto foi escrito pela Gabriela. Repostei pois reflete o que eu sinto no momento.

Inteira

12 de nov. de 2018

Houve um tempo onde eu tinha pavor de ficar sozinha. A minha própria presença não me bastava de jeito nenhum, eu evitava ao máximo ficar sozinha, ir á lugares sozinha, e até aceitava relacionamentos mínimos por medo de ficar só. Acho que todo mundo passa um pouco por essa fase antes de se conhecer de verdade, né? Ainda vejo muitas pessoas passando por essa fase, mas fazendo dela uma situação permanente, numa infinitude, sem conseguir se encontrar, e aceitando tão pouco, tão menos, tão nada perto do valor que a sua presença carrega. Quantas histórias horríveis atualmente de mulheres que permanecem com pessoas ruins por achar que não merecem mais do que aquilo. A gente sempre vale e merece mais! O pouco não é uma alternativa.

Um dia aconteceu.
Eu me encontrei, me descobri, e entendi que não tinha nada tão gostoso, tão criativo, tão interessante como a minha própria companhia. Eu descobri a liberdade de ser quem eu sou, com tudo o que eu carrego em mim. Eu descobri mais sobre os meus medos, sobre as minhas vontades, sobre as minhas escolhas e os meus porquês. Essa foi a chave para eu entender mais sobre mim, e querer ficar e ser completamente com quem eu sou. Toda essa história de aceitação que a gente já conhece, mas que cada um vive de uma forma tão particular, tão intima, e só se conhecendo muito bem a gente consegue determinar o que entra, o que permanece e o que sai da nossa vida, dos nossos hábitos, da nossa forma de pensar, lidar e reagir.

Eu entendi que, eu, sozinha, não era metade nenhuma. Eu entendi que eu sou completa, inteira, e que viver dependendo emocionalmente apenas da minha própria pessoa é incrível. Isso não me priva de encontrar pessoas, conhecer, estar e gostar de estar com outras pessoas, mas isso faz com que, ainda que todas essas pessoas não estejam, eu vou estar, e eu vou bastar para mim. Isso também não me anula de criar expectativas, (até porque eu sempre fui a rainha das expectativas), mas faz com que ainda que um pouco decepcionada ou chateada, eu nunca fique surpresa. Eu sempre espero das pessoas todas as reações, todos os lados, todas as circunstâncias. Por me conhecer tão bem, eu também conheço praticamente todas as possibilidades das outras personalidades.

A maior mudança de tudo isso é que a gente passa a não aceitar mais poucas coisas. Eu não aceito e nem me contento mais com meias presenças, meias intenções, meias vontades, meios sentimentos, a metade passou à ser muito pouco, e como eu já falei, o pouco não é mais uma opção.
Minha famosa mania de colocar intensidade em tudo. Eu nunca soube ser meio termo em nada. Sempre sou muito. Sempre transbordo. A intensidade nunca bateu na porta antes de entrar, ela sempre me invade, e eu também nunca consegui impedi-lá de ficar. Sempre foi 8 ou 80. Muito ou nada. Em tudo, e para tudo. Isso nem sempre é bom, mas é uma característica minha que eu abracei e entendi.

E agora esse é o foco da minha intensidade.
Sou inteira, não sou metade de nada, nem de ninguém, e também não quero quem seja, se for pra querer algo, eu quero só o que é inteiro, quero que transborde, quero que me surpreenda positivamente e me mostre mais do que eu já vi, não deve ser impossível. E ainda assim, quero a minha liberdade.
Quero continuar sendo livre pra ser quem eu sou, livre com o meu espaço, livre pra dividir o que eu quiser, e livre pra ir quando eu quiser. Talvez isso soe um pouco egoísta, mas é que eu tô vivendo um relacionamento muito sério comigo agora, sabe? Um relacionamento que eu demorei muito pra conseguir cultivar, e agora que eu tenho, eu não consigo deixar de lado. Não consigo me prender á nenhuma situação que me prive da sensação única, da dor e da delícia de ser exatamente quem eu sou agora.
Ser assim tem seus problemas, principalmente aos olhos das outras pessoas, mas aos meus, sinceramente, são mais vantagens. Eu me machuco menos, eu me engano menos, eu espero menos, e eu vivo mais e plenamente. Eu me entendo. Eu me bagunço mas eu me resolvo. Eu faço. Eu escolho. Eu me contento.

Isso tudo faz parte de mim. Mas o mais importante desse texto é que todas nós precisamos parar de achar que somos metade de algo. Precisamos parar de nos submeter á pessoas ruins por achar que precisamos estar sempre com alguém. Precisamos parar de achar que somos pouco, de nos limitar, de deixar que nos definam e rotulem, de deixar que tentem comandar nossos sentimentos, nossa escolha de ficar ou ir. Quando a gente se conhece, reconhece o nosso valor, o nosso tamanho, a nossa dimensão, o prazer de ser quem somos com tudo o que somos, não permanecemos onde não há estrutura para todo o nosso ser, todo o nosso "eu", toda a nossa essência. Não permaneça onde você não pode ser você. E não aceite ser meio termo ou metade de algo. O mundo tem medo de mulheres assim, porque sabe até onde podemos ir, mas não deixe que te diminuam pela incapacidade de te compreender. Perceba quão perfeita é a sua própria pessoa e presença.
Eu sou assim, inteira.
E se você quiser ficar, saiba compreender, e acima de tudo, venha para transbordar, não para completar, muito menos para bagunçar o que eu demorei para arrumar aqui.

Esse texto foi escrito por Amanda Gabrielle. Repostei pois reflete o que eu sinto no momento.

Para cada dose de intensidade, duas de coragem

2 de jul. de 2018

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Bem que eu gostaria, mas não tem como conter essa minha mania de ser intensa em tudo.
Esses dias li em um livro que a intensidade as vezes é o mal da alma, e achei tão real ! A maioria das pessoas acham que é clichê ou bom ser intenso em tudo, mas nem sempre é. Algumas coisas na vida exigem calma, paciência, leveza, mas quem tem essa intensidade dentro de si tem aquela ansiedade, aquele "trem" no coração que acelera sem comando, e só vai. As vezes acerta a direção, as vezes machuca alguém, e as vezes quebra no meio.
E me desculpa se você foi esse alguém atropelado pela minha intensidade, não era a minha intenção.

(É importante não usar "intensidade" como uma desculpa para atitudes ruins ou situações que precisam ser tratadas. Intensidade é uma característica, um tempero, uma diferença. Se algo te faz sofrer demais ou faz as pessoas sofrerem, cuida disso, tá?)

Eu sou aquela pessoa que chora com comercial de TV, que chora de alegria e de empatia quase sempre.
Sou aquela pessoa que demora no banho, ou cantando de felicidade, ou chorando por algum motivo. Sou aquela pessoa que fica olhando as estrelas e perde a noção do tempo, de espaço, de vida terrena.
Todo mundo que me conhece percebe que as vezes me perco no "mundo da lua", que na verdade, é o meu mundo particular.
Sou aquela pessoa que, as vezes, discretamente, fecha os olhos num momento bom na tentativa de eternizar aquele momento em algum lugar dentro de mim.
Sou aquela pessoa que chora sonhando, e que sonha tanto acordada quanto dormindo.
Sou aquela que eterniza pessoas em textos, em poemas, em lugares, em músicas, em alguma coisa.
Sou aquela que fica com dor de tanto dar risada, e ao mesmo tempo, aquela que as vezes adormece de tanto chorar.
Sou aquela pessoa que sente tudo á flor da pele, que se apega rápido, que ama de graça, que aproveita e se encontra nas coisas mais simples.

Essa intensidade doida já me fez cutucar feridas onde eu deveria apenas estancar o sangue.
Mas ao mesmo tempo, essa intensidade doida já me fez viver momentos incríveis de uma forma totalmente particular.
Essa intensidade doida, ao mesmo tempo que me deixa "na bad" total quando algo ruim acontece, e me faz prometer nunca mais ficar perto daquela situação, pessoa, ou sensação, é a mesma que me cura e depois me faz me jogar de novo quando surge uma nova oportunidade de sentir algo intensamente bom.
Essa intensidade doida, vem acompanhada de um "acreditar". Ainda que algo já tenha dado errado naquele sentido, uma, duas, ou 50 vezes, eu ouço uma voz que ecoa de dentro dizendo "Dá pra tentar mais uma vez, e se essa for A VEZ? Você vai perder por medo dos machucados?"
É preciso coragem para ser assumir intenso num mundo cada dia mais frio.
É preciso coragem para acreditar de novo, para levantar dos tombos e continuar simplesmente pelo desejo de chegar onde se quer chegar.
É preciso coragem para mudar a rota quando o coração te chama para outro lugar.
É preciso coragem para investir em sonhos que, talvez, muita gente não acredite. (E haja ousadia e intensidade para não se prender á opiniões alheias.)
É preciso coragem para acreditar em si, nesse poço de sentimentalismo com algumas doses esporádicas de razão.
Para cada dose de intensidade, duas de coragem.

Mas sabe o que é bom nisso tudo ? A certeza de estar vivendo á vida da forma mais viva possível.
A certeza de aproveitar cada situação, a certeza de que as coisas consideradas "normais" para os outros, como um pôr-do-sol, uma música, uma cena rotineira, ou um abraço, trazem emoção e são vividas de uma forma real e grande, e jamais vão passar despercebidas por nós.
A certeza de viver, compensa toda a bagunça que a intensidade traz na bagagem. E por falar em bagagem, as experiências que essa intensidade toda traz não precisam nem ser mencionadas.

Viver á flor da pele é como ser de vidro, as vezes corta, as vezes quebra.
Só que se regenera. Sempre se regenera.

Coragem para quem é intenso, e que sorte de quem tem uma pessoa intensa na vida.

Esse texto foi escrito pela Amanda Gabrielle. Repostei pois reflete o que eu sinto no momento.

Wishlist de 2018!

1 de jan. de 2018

De repente num momento fugaz, os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás.
De repente, num instante fugaz, as taças se cruzam e o champanhe borbulhante anuncia que o ano velho se foi e o ano novo chegou.
De repente, os olhos se cruzam, as mãos se entrelaçam e os seres humanos, num abraço caloroso, num só pensamento, exprimem um só desejo e uma só aspiração: PAZ e AMOR.
De repente, não importa a nação; não importa a língua, não importa a cor, não importa a origem, porque sendo humanos e descendentes de um só Pai, lembramo-nos apenas de um só verbo: AMOR.
De repente, sem mágoa, sem rancor, sem ódio, cantamos uma só canção, um só hino: o da LIBERDADE.
De repente, esquecemos e lembramos do futuro venturoso, e de como é bom VIVER.

1. Microfone Condensador de Lapela.
2. SJCAM SJ4000.
3. Apple iPhone 6 s Plus.
4. Xiaomi Selfi estick Dobrável.
5. Rig Lighting.
6. Tripé Monopé.
Minha Wishlist desse ano foi totalmente focada na melhoria do blog/canal Não Sou Uma It.
E vocês, o que desejam muito conseguir comprar esse ano?

O meu maior presente de Natal é quem eu me tornei

22 de dez. de 2017

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Natal é a época que eu mais amo. Pelo significado, pelas luzes, pela família reunida e pela magia que essa noite traz — não vou mentir que amo também a troca de presentes. Esse ano eu vou presentear uma pessoa muito importante. E que somente esse ano, descobri o quão íntima eu sou da minha melhor amiga secreta: eu mesma.

Durante esse ano, perdi muitas pessoas. E conforme elas saíam da minha vida, eu começava a perceber que era o melhor. Aprendi a ter esse discernimento, comigo mesma.

Saíram da minha vida mares turbulentos que me naufragavam. Mas aprendi, na marra, a nadar e me salvar em terra firme, em firme amor-próprio.

Esse foi o ano que redescobri a me amar. Sempre fui de me martirizar pelos meus erros, pelo que fiz, deixei de fazer ou deixei escapar. Me tornei uma pessoa que aceita os próprios erros e aceita que está tudo bem em errar. E que as consequências dos erros são nossos aprendizados eternos e mais inesquecíveis.

Percebi que a pessoa mais importante da minha vida e responsável pela minha felicidade, sempre esteve dentro de mim. Só eu mesma posso me encarregar de ter um dia ensolarado quando ele está nublado, chuvoso.

Nesse Natal, meu maior presente vai ser o que me tornei. Mais batalhadora, mais forte, mais decidida, mais centrada, mais pé no chão. Uma pessoa mais viva, mais completa, mais perfeita cheia de imperfeições. E mais feliz, mesmo tendo perdido coisas e pessoas ao longo do processo.
Amadurecer é um processo duro, dolorido e cheio de pedras, mas ao final de cada etapa, se torna leve, gratificante e cheio de flores com pétalas cheirosas e delicadas.

Nesse Natal, eu vou presentear a mim mesma com o meu melhor sorriso e com muita gratidão. Porque esse é o melhor presente que podemos dar a nós mesmos depois de tantos ensinamentos: sermos felizes por sermos gratos.
Esse texto foi escrito pela Giovanna Sabrine. Repostei pois reflete o que eu sinto no momento.

Wishlist de agosto

8 de ago. de 2016

Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro — e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.
Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade. Muitos vídeos de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietzche a Sidney Sheldon. Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem: qualquer problema, real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos.
Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente, agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos – ou precauções — úteis a todos. O mais difícil: evitar a cara de Fernando Henrique Cardoso em foto ou vídeo, sobretudo se estiver se pavoneando com um daqueles chapéus de desfile a fantasia categoria originalidade… Esquecê-lo tão completamente quanto possível (santo ZAP!): FHC agrava agosto, e isso é tão grave que vou mudar de assunto já.
Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu — sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antônio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques — tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informações para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire, a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas — coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo, evasão, escapismos, explícitos.
Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter de mais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco. - Caio Fernando Abreu

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Saudações terráqueos! A postagem de hoje foi com a saudação no final. -haha. E aí, o que acharam da listinha de desejos desse mês?

Relato de uma trouxa

8 de abr. de 2016

Pois é, talvez eles (família e amigos) tenham razão... Sou uma trouxa. Eu sou a única que sente, a única que ainda pensa no que vivemos mesmo que tenha se passado anos. Sou a única que ainda sofre, que ainda chora, que ainda... Que ainda... Ama.
As vezes tenho vontade de ir até você e te bater, te sacudir e perguntar pra onde você mandou todos os nossos momentos. Todas aquelas palavras que foram ditas. Ou nada era recíproco? Foram apenas palavras jogadas no ar que se foram dançando com o vento.
Eu já tentei superar, juro que tentei! Houve um momento em que eu até achei que havia conseguido. Mas só foi um simples olhar seu que me fez desmoronar, trazendo de volta todo aquele turbilhão de sentimentos. Tentei resistir, tentei correr, mas fui atingida bem no peito.
Queria ao menos um sorriso, um sinal, um abraço, uma mensagem, uma ligação,um sinal... Mas eu sei que não terei. Afinal, tudo não passou de um sonho no qual me obrigaram a acordar.
Esse texto foi escrito por mim. Caso queira reblogar coloque os devidos créditos junto com o link do blog.


Saudações terráqueos, tudo numa boa? Quero pedir mil perdões por não estar respondendo os comentários que vocês tem deixado aqui no blog. Eu ainda estou sem computador, tenho usado o do meu pai e mal dá tempo de postar aqui no blog. Ainda tenho comentários de postagens do ano passado pra responder, estou respondendo aos poucos. Me desculpem, meus amores. Mas assim que eu puder responderem e retribuirei todos!
Em especial quero me desculpar com a leitora Isabela do blog A bela, não a fera: MULHER ME PERDOA, SUA LINDA! -kkk
Aqui nos comentários estou um pouco ausente, mas vocês podem me gritar na page do blog, no facebook, instagram e no snapchat. Respondo todos! Até mais, seus lindos!

Sempre que eu ouço aquela música...

25 de nov. de 2015

Poderia ter dito todas as coisas que você gostaria de ouvir, poderia ter comprado aquela bala que você gosta e usado aquela blusinha lilás que você me comprou. Poderia ter guardado aquele porta-retrato com a nossa foto e não ter jogado fora aquelas flores (artificiais) que você trouxe com um pedido de desculpas. Eu poderia sim ter guardado as cartas, as fotos e aquele cobertor colorido que você sempre usava. Eu poderia ter tentado não ver os seus defeitos e aceitar suas declarações com um bilhete no meu criado mudo. Eu poderia ter ouvido sempre as mesmas músicas, visto sempre os mesmos programas e até comer no mesmo restaurante todos os dias. Mas eu escolhi o contrário. Escolhi ouvir as músicas que eu quero e assistir qualquer porcaria na TV; dormir com qualquer cobertor e usar a blusa que eu quiser. Escolhi não aceitar suas desculpas e rasgar todos os bilhetes e cartas.
Eu sei que escolhi bem. Escolhi a mim. Escolhi um tempo que sei que não será perdido; e, se for, será apenas por minha causa. Eu não vou te culpar pelas minhas escolhas, vou te agradecer por me mostrar que as pessoas não são sempre aquilo que esperamos e que não podemos nos entregar por completo a quem nos dá apenas a metade. E aprendi tanta coisa. Aprendi a escolher discos e usar as minhas próprias roupas pra dormir. Aprendi a amar a minha companhia e não confiar mais em elogios, acredito apenas no espelho.
Foi o melhor, foi o mais seguro. Nossas vidas estavam tão distantes, mesmo tão próximas... Nossos amigos tinham se perdido e nossas vontades nunca eram iguais. Eu pensava em nós e você pensava em apenas você mesmo. Nunca te julguei, não desse jeito. Eu sempre acreditei que pudesse ser diferente. Sempre preferi acreditar que estava tudo perfeito (quando na verdade não estava). Foi necessário.
Guardei apenas uma foto. Daquele dia em que fomos ao parque e compramos bebidas, ficamos olhando para o céu e fazendo planos. E sabe por quê eu guardei? Porque quero lembrar todos os dias de não fazer planos nos quais eu não esteja incluída. Percebi que aqueles planos eram os seus, percebi que aquela era a sua vida e que eu estava perdida nela. Percebi que quero estar comigo antes de estar com alguém. Não corro mais riscos por confiar. Eu não confio mais. Em ninguém.
E guardei apenas uma música. Pra lembrar disso tudo e não me deixar repetir.
Às vezes, confiar demais em alguém é deixar de confiar em si mesma. Esperar demais de alguém, pode fazer você se decepcionar bastante e perder muito tempo. Nunca viva sua vida esperando que alguém que você goste faça tudo que você quer, porque isso nunca acontecerá. Em algum momento, você irá perceber que esses planos são impossíveis e que sentimentos mudam. Nunca corra o risco de perder você.

Esse texto foi escrito pela Isabela Freitas. Repostei pois reflete o que eu sinto no momento.


Te esqueci quando eu me esqueci de te esquecer

3 de ago. de 2015

Dia desses, durante uma daquelas faxinas intermináveis que eu levo pouco mais que o dia todo para concluir, encontrei um bilhete amassado em baixo da minha cama "a vida é feita de momentos, se você fica preso em um perde todos os outros" não tinha remetente, mas eu sabia que era pra mim. Como? Bem, é que fui eu mesma que escrevi.
Quando você foi embora e eu achei que a minha vida tinha acabado passei um longo período chorando em cima do teu travesseiro na tentativa de engolir um pouco do seu cheiro e não te ver sair de mim. Durante esse tempo eu tive muita vergonha de admitir que nesses meses que seguiram a nossa despedida eu fui me despedaçando aos poucos. Logo eu, cheia de discursos sobre segurança e independência, perdi o rumo e estremeci quando me dei conta de que sua mão não segurava mais a minha. Ao longo desse período eu estive tomada por uma cegueira interna, eu via o mundo, mas não via as cores, a vida ficou com um tom sem graça em preto e branco, como se retratasse fielmente o luto que se alastrava dentro de mim. Eu morri um pouco quando você assassinou o nosso amor. Mas tudo bem, porque é isso que acontece quando algo que a gente ama muito morre, não é? Uma parte nossa vai junto, mas as outras ficam.
Quando eu me dei conta do buraco no qual estava me enfiando decidi que era hora de me reerguer. Não dava mais para eu passar os dias me afundando na imensidão daquela cama vazia, eu precisava abrir mão daquele momento pra viver novas histórias, eu precisava te deixar ir, pra outras pessoas entrarem. Então eu escrevi um bilhete, colei no espelho e mantive um ritual diário de devora-lo com os olhos todos os dias depois de levantar. Nesse meio tempo eu mudei o corte, tingi o cabelo, sai um uns caras da faculdade e enchi a cara toda sexta-feira, sagradamente. Teve alguns domingos que eu chorei, confesso. Durante aqueles minutos em que o futebol toma conta da tv e a depressão da gente, eu sentia a sua falta. E chorava baixinho tentando não assustar o que me sobrava de coragem até pegar no sono, depois ficava tudo bem. Segunda é sempre um bom dia pra gente recomeçar, de novo. Eu recomecei muitas vezes, moreno, muito mais do que você pode imaginar.
Eu recomecei todas as vezes em que te deletei das redes sociais e logo em seguida procurei um outro jeito de te procurar antes de recomeçar de novo. Recomecei em alguns textos pra caras sem graça que eu conheci na balada, mas depois eu vomitava em outros bem mais bonitos o que restava de nós dois aqui dentro. Recomecei quando mudei o guarda roupa, embora no minuto seguinte tenha espirrado seu perfume nas roupas novas pra não esquecer teu cheiro. Recomecei, e voltei atrás antes de jurar mais uma vez que eu ia te deixar partir de vez. E antes que você fosse eu te puxava tentando recuperar um resquício de chance que ainda tivéssemos. Não tínhamos, nenhuma. Mas é tão difícil de aceitar.
Não lembro se foi no inverno ou na primavera, talvez, só talvez, tenha sido no verão que uma brisa forte fez o bilhete voar pelo quarto e se perder naquele caos externado do meu coração. Dali em diante eu deixei de levantar pensando em te esquecer. Deixei de repetir olhando o meu reflexo que você era um passado que não podia ser presente - nem futuro. Deixei o hábito de me orgulhar ao fim do dia por não ter te stalkeado nenhuma vez. Deixei de deixar a minha vida girar em torno de superar a nossa história e acabei superando. Justo da maneira mais improvável, justo quando eu abri mão de lutar contra a sua existência dentro de mim.
Quando aquele bilhete sumiu, com ele foi embora a minha obrigação de ser forte, de não pensar em você e de não te procurar. Eu aceitei que precisava sentir tudo aquilo que ainda havia em mim e fui sentindo até não sobrar nada. No fundo, a ideia de te superar só fazia com que eu me lembrasse cada vez mais de você, aos poucos outras obrigações foram tomando conta do meu tempo e eu fui parando de lembrar da gente. A rotina deixou de ser levantar e correr pro espelho e passou a ser aquele café amargo saboreado com o coração calmo. Acontece que, por mais irônico que seja, foi quando eu desisti de fazer aquilo tudo dentro de mim ir embora, que eu me abri pra um novo momento sem nem perceber o que estava acontecendo. Não era a minha intenção, ao menos não consciente, e foi assim que deu certo. Eu deixei você sair de mim sem que me desse conta do que estava fazendo, porque ali, depois de todos aqueles meses e tentativas falhas de recomeçar, eu já não sabia de mais nada, nem queria o que quer que fosse, eu só estava vivendo um dia após o outro tentando não tropeçar no meu próprio pé e a caminhada foi dando certo. E eu fui, pela primeira vez em muito tempo, feliz sem me importar se você sabia ou não - é que naquele momento você não fazia mais diferença. Meu sorriso era só meu e eu não precisava provar nada para ninguém. Ao desistir de lutar contra a gente eu estava insistindo em mim e foi isso que me salvou.
E não, eu não to te dizendo isso tudo pra você vir me procurar desesperado arrependido de ter desistido da gente. Nem porque eu quero que você sofra me vendo feliz e completa de um jeito que eu sei que você nunca acreditou que eu ficaria ou porque eu espero conseguir, desse jeito, me vingar de tudo o que você fez. Eu to te falando tudo isso pra você saber que não precisa mais trocar de calçada quando me encontrar na rua, eu não vou avançar no seu pescoço e nem cuspir na sua camiseta importada. Eu não vou fazer escândalo e armar barraco ou chorar descontroladamente, fica tranquilo, porque, rapaz, é capaz que eu nem te reconheça mais. 
Esse texto foi escrito pela Gabriela Freitas. Repostei pois reflete o que eu sinto no momento.

De baixo da capa

20 de abr. de 2015

Nunca fui o tipo de mulher que chama atenção, sempre fui muito brincalhona e alegre mas no final de tudo sempre fiquei no meu mundinho. Não me lembro quando foi que eu comecei a vestir uma capa de alegria para me encontrar com outras pessoas e quando chegava, retirava essa capa e voltava ao meu estado normal.
Qual é o meu normal? Ficar deitada ouvindo essas vozes que insistem em me seguir em qualquer decisão que eu vá tomar, ficar planejando meu futuro que nunca saem do papel ou passar o dia todo tentando abafar essas vozes me distraindo no computador.
Não pense que sou maluca ou algo do tipo pois aposto que um dia você já ouviu ou ainda ouve as vozes de sua mente dizendo que você não é bonita, que você é uma fracassada, que nenhum homem se atrai por uma mulher imatura, alta demais, muito magra, torta, que tem 21 anos mas não viveu nada... Sei que você não ouve essas palavras, mas deve ser quase isso.
Acho que ninguém conseguiu me ver de verdade, exceto uma pessoa. Aquele que eu achei que me amava, quem eu confiei e acreditei. Mostrei a ele quem eu realmente sou e como sou. Mesmo diante de toda aquela insegurança, de todos os defeitos, ele disse que me amava. E foi ali que eu resolvi me entregar de corpo e alma para aquele relacionamento.
Eu só não contava que estava sendo enganada. Me deixou quando eu mais precisava. Disse que lutaria por mim mas no meu primeiro "não" colocou outra em meu lugar. Aquele amor, aquelas lágrimas, aquelas promessas, não passaram de uma atuação feita por um ator perfeitamente ensaiado... E hoje, já não existem mais. Parece que nunca existiu, pelo menos pra ele.
Hoje me encontro aqui, destruída, em cacos e as vozes gritam mais alto do que nunca! As vezes parece que vou explodir! Mas tudo isso aconteceu de baixo da capa porque para o mundo, graças a Deus eu me recuperei!
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Saindo do casulo

8 de abr. de 2015

Seja forte, mantenha-se firme. Não desista garota! Se você aguentou até agora, sei que é valente e pode aguentar muito mais. Engula o choro, seque as lágrimas e dê o maior rugido que você pode dar. Mostre a eles que você é uma vencedora! Apresente a todos a diva que está dentro de você, aquela que você só solta dentro das quatro paredes do seu quarto.
Você é linda e merece toda a felicidade do mundo, mas precisa deixar-se permitir. Saia da frente deste computador e pare de se lamentar que a "fulaninha" tem a vida melhor que a sua, que você não tem o cabelo igual ao da Beyoncé e nem os olhos da Rihanna. O importante é que você é única e não é igual a ninguém. Tire vantagem disso!
Passe a acordar cedo, olhar pela janela e ver o quão lindo é o céu e o quão maravilhoso Deus é por ter te dado mais uma chance de fazer as coisas darem certo pra você. Quando for sair, não se arrume pensando no que as pessoas irão achar mas sim se você está se sentindo bonita naquele momento. Realce as partes que você considera seus pontos perfeitos... Esqueça as opiniões alheias, eles só sabem julgar.
Ame-se! Sinta-se linda! Pois só seremos amadas e serenos reconhecidas como lindas, quando passarmos a nos amar e nos acharmos lindas. Já os outros? Não importa. Pode falar bem ou falar mal, mas deixem falar de você porque são eles que irão te promover e mostrar para o mundo a sua existência.
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Uma das coisas que você consegue destruir.

11 de mar. de 2015

É estranho a maneira que as pessoas não se preocupam comigo. Principalmente você. Você não quer saber como eu estou, nem pelo que eu estou passando. Você é extremamente egoísta. E eu fico com medo disso. As pessoas dizem que o meu olhar anda mais triste, que eu estou sorrindo pouco. Você deveria se preocupar mais comigo. Por fora, eu me faço de dura. Sou a menina inteligente que todos chamam quando precisam de algo. Sou a menina que sempre topa tudo. Eu espero que um dia você leia isso e saiba o quanto eu estou sendo infeliz. O quando você me faz infeliz. Sem saber como agir, e me fazendo passar por tudo isso. As pessoas dizem para eu não me preocupar e que tudo vai dar certo. Mas ninguém sabe como estou destruída por dentro. Ninguém. Meus olhos se enchem de lágrimas sempre que tenho a oportunidade de ficar sozinha. As vezes, eu me recuso a chorar, mas a dor aqui dentro é tão forte, que os meus olhos não me obedecem mais.
Você resolveu criar um personagem e ainda me faz assistir tudo a isso. Eu tento agir como forte mas as vezes parece que tenho 13 anos. Você acha que eu tenho uma força de 30 anos, mas esquece que por mais que eu pareça ser madura, e tomo as minhas decisões com cautela, eu sou muito frágil.. Mas você parece não entender isso. E eu me pergunto o que eu fiz para merecer isso. Isso mexe com a minha cabeça, com o meu psicológico. Você fere os meus sentimentos.
Você não provou que era homem na hora que estava em prova. Não pensou em mim, e nem no que poderia causar. Causou toda essa dor. Se você realmente me amasse, não faria isso. Mas você parece simplesmente não se importar. Eu desejo que você leia isso um dia. Tomara que não seja tarde demais. Mas se for, saiba que você acabou com a única esperança que eu tinha no amor, e me fez tornar uma pessoa fria. Você fez eu destruir tudo que eu acreditava sobre o amor. Você me fez ver tudo o que os homens são capazes de fazer. Você destruiu isso. Afinal, é só mais uma das coisas que você consegue destruir, não é mesmo?
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O ano que levou uma vida e passou em um segundo

12 de jan. de 2015


Acordei mais cedo do que de costume, mas não pestanejei pra sair da cama quando o alarme anunciou o nascer do dia. Amarrei o cabelo, lavei o rosto, sequei as mãos e fechei os olhos. Respirei fundo duas ou três vezes até ter coragem de encarar o meu reflexo. Abri, devagarinho, os olhos. E me vi ali, assim, com a alma despida e o peito cheio de vontade de transbordar tudo o que eu mantinha escondido em mim. Sorri, feliz, mudada. Contei até dez e tomei coragem para fazer o que eu precisava fazer. Para se desprender do passado você não pode deixar ponta de nó disponível pra volta, eu precisava me desenlaçar.
Dizem que não olhar pra trás faz os sentimentos começarem a desaparecer, pode até ser que isso seja verdade, mas ignorar o passado também te faz ignorar todo aprendizado, todas as vezes que você caiu e levantou, vezes que, para mim, foram muitas e que me ensinaram a ser mais forte. A cada tombo eu aprendia a ficar menos tempo no chão. A cada levantar eu adquiria mais equilíbrio. E eu não quero esquecer disso. Não quero esquecer que foi difícil e que eu chorei por quase um mês inteiro, mas que acordei em um dia qualquer com o sol me convidando para ir viver e eu fui. Não quero esquecer que o ano começou com uma promessa e que acaba com uma certeza, e que isso é graças ao passado.
Olhar pra trás é, antes de mais nada, um ato impensado, mas refletir sobre ele não. Refletir sobre o passado requer coragem. Para encarar seus monstros é necessária uma alta dose de valentia. Hoje, quando olho a minha primeira fotografia de janeiro enxergo uma menina perdida dentro de si mesma, gritando em silêncio o desespero de um coração partido. Vejo alguém que precisava de ajuda para achar o caminho de volta pra casa. Ela estava sozinha e assustada. A pior coisa que pode te acontecer não é chegar ao fundo do poço, é não saber como sair de lá. Quando os primeiros fogos eclodiram no céu anunciando a entrada de 2014 eu prometi que daria um jeito naquilo tudo. E eu dei.
Aquela menina cresceu, dia após dia, e dentro dela uma mulher foi florescendo. Eu bati muito com a cabeça na parede até entender que não adianta fingir pro mundo que a vida anda boa se a tua primeira reação ao encostar a cabeça no travesseiro é chorar tuas mágoas e dores e anseios. Choro em silêncio dói mais. Admitir que alguma coisa não anda bem é admitir que é preciso melhorar. A gente aprende que desfilar na balada com sorriso no rosto e o coração no chão é mais penoso que cair em prantos no meio da rua. A sua cara te denuncia mesmo quando teu olho preto está encharcado de rímel. Entende? A gente precisa encarar nossas dores sem se preocupar com o que vão pensar. Eu dei o primeiro passo quando rasguei a armadura fria que protegia o mundo das minhas cicatrizes e enfrentei cada arranhão que minha pele guardava. Passou janeiro, fevereiro, março, abril. E eu aprendi a sorrir quando queria, e chorar também, e gritar, e fechar a cara, e rir. E hoje eu riu muito, sabe? O tempo todo, porque quando a gente se aceita como é, a vida fica mais leves, o ciúmes mais bobo, as dores menores, e a raiva mais calma. Além do mais, já dizia a minha vó, rir é o melhor remédio. E eu sei que é.
Passou mais um tempo. Os dias correram, se foram os choros no meio da noite e a vontade de fugir do mundo. Eu aprendi a me aceitar como sou. Eu aprendi que meus defeitos são tão importantes quanto as minhas qualidades, aprendi, também, a me amar com cara de sono, sem maquiagem, e de pijama rasgado. Aprendi a andar de cara limpa porque nessa ação tinha muito mais do que mostrar as imperfeições do rosto. Eu tava aceitando minha alma. Eu tava aceitando as minhas marcas, e meus dramas, e minhas derrotas. Esse foi o meu primeiro grande salto. Agora eu já andava e saltava e estava mais perto da luz. Para chegar em terra firme eu só precisava encarar meu último pesadelo.
A batalha mais difícil é aquela que decide a luta, é a atração principal que fica pro final do show. A ferida estava ali, mexer nela pedia força, coisa que eu adquiri conforme o calendário avançou, respirei fundo, contei até dez, e enfiei o dedo onde mais doía. Chega uma hora na vida em que a tua única opção é erguer a cabeça e abrir mão do que já não serve mais. Eu precisei abrir mão de uma história inacabada para sobreviver. Eu precisei decidir entre tirar do futuro o que me prendia ao passado ou viver fadada ao olhar de compaixão de quem sabia, tanto quanto eu, que algumas coisas terminam na metade e que não adianta esperar por quem já foi embora uma vez. O final dói. Mas a dor te ensina. E eu agraço por ter doído. E por ter superado. E por estar feliz. E por poder sorrir. E por me olhar no espelho e gostar do meu reflexo, principalmente daquele que só eu vejo.
Fazem doze meses que eu prometi sair de onde eu estava, a jornada foi longa, exaustiva e eu quase desisti, quase me rendi ao medo e despenquei profundo, novamente, mas tive força, e nos momentos mais difíceis eu pude contar com a única pessoa que nunca desiste da gente. Eu fui persistente, me agarrei onde tinha espaço, e aguentei firme. E sobrevivi. E venci. E mudei. E cresci.
Ontem eu era uma menina assustada, hoje eu não sei bem o que eu sou, mas tenho certeza do que quero ser. E eu quero ser alguém que até pode cair, quebrar a cara, bater com a cabeça na parede e errar um milhão de vezes, mas que vai saber a hora de parar, respirar fundo, sacudir a poeira e seguir em frente.
A vida é um grande teste, ganha quem passa por ela acertando mais, e eu tenho acertado, muito.
Que venha o próximo round.
Esse texto foi escrito pela Gabriela Freitas. Repostei pois reflete o que eu sinto no momento.

O que te ajuda a passar por momentos difíceis?

15 de dez. de 2014


Como todos vocês sabem, eu amo responder tags  e em uma ultima tag que eu respondi, a blogueira Melyssa Melo do blog Acorda Magrelissa me fez  uma simples pergunta: O que te ajuda a passar por momentos difíceis? É claro que eu dei a minha real resposta simples e rápida. Mas pra mim só  isso não bastou então resolvi criar essa postagem que será uma resposta, um guia para você sempre se lembrar quando chegar nos momentos difíceis. Ou se você está nesse momento difícil, nessa situação que você acha que não vai passar nunca ou que não sabe o que fazer para passar, no final dessa postagem com certeza você terá a solução. Muitas das vezes culpamos à Deus ou as pessoas que estão ao nosso redor pelo momento difícil que estamos passando mas nunca paramos para pensar na possibilidade de a culpa ser apenas nossa.
Existe um alguém que fica 24h observando nossos passos e constantemente nos manda sinais e avisos se o local onde pisamos nos convém ou não, se o caminho onde estamos  seguindo coopera para o nosso bem ou não. Mas nem sempre estamos atentos aos sinais dEle, então... Falhamos, sofremos, choramos. E nos deparamos em situações que não sabemos como sair. Mas venho te apresentar a solução para todos os seus problemas. Deus! Ele é o alguém que eu falava desde o início do texto.

Em João 16:33 Ele deixou bem claro através de Jesus quando disse: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz: no mundo tereis aflições sim, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". Ali Ele estava dizendo que passaremos por problemas sim, que teríamos aflições sim, mas não precisávamos nos preocupar. Ele resolve nossos problemas a partir do momento em que nós apresentamos nossa causa à Ele. Quando entregamos nossos problemas à Deus através  de nossa oração e descansamos nEle, automaticamente Ele toma o controle de tudo, nos dá a mão e começa a nos dar instruções de como solucionar o problema.
Deus está sempre do nosso lado segurando nossa mão, as vezes Ele fica em silêncio mas isso não significa que Ele não está ali. Quando tudo ao nosso redor está se desmoronando, Ele está ali  ao nosso lado nos segurando firme! Ele nos garantiu isso em Salmos 91:7 onde diz que "mil cairão ao teu lado, dez mil à tua direita, mas não chegará a ti". Ele está nos guardando 24h por dia. Lembra daquela vez em que você quase foi atropelado? Ou aquela em que o veículo que você estava quase bateu? Você acha que foi quem que empediu? Fora os livramentos que Deus nos dá sem ao menos percebermos!
Podemos estar em uma situação difícil agora, mas sei que isso tudo vai passar! Sei porque Deus nos deu a prova disso lá em Salmos 30:5 que diz que "o choro pode durar uma noite mas a alegria vem pela manhã". Então porque nos preocuparmos? Acredite! Confie tende bom ânimo, sobre a morte Ele venceu!
Esse texto foi escrito por mim. Caso queiram reblogar coloque os devidos créditos junto com o link do blog.

Já pode aparecer já..

6 de dez. de 2014

Imagem: We ♥ It
E o que eu mais ouço é "você vai encontrar um namorado melhor!". Mas o que ninguém pergunta é "será que ela quer um namorado melhor?". E se eu não quiser um namorado melhor? E se esse tal namorado melhor nem for tão melhor assim ou até mesmo não ser o melhor pra mim... Posso ter me acostumado a ter um namorado meio ogro, que é carinhoso quando esta de bem com a vida e grosso quando se sente ameaçado. Que grita aos quatro cantos do mundo que eu sou linda mas quando faço um penteado diferente e pergunto se estou bonita, diz que bonita é só a mãe dele...
Mas quem sabe vocês têm razão. Hoje meu coração pode querer o namorado meio ogro mas eu posso ficar bem com um namorado melhor. Com o que respeita minhas opiniões, que é carinhoso na medida e é tão confiante no meu amor que nem se sinta ameaçado. Que grita para o mundo inteiro que sou linda até quando eu acabo de acordar... Posso me acostumar, quero me acostumar. Não posso ficar esperando por algo que não vai acontecer novamente. Ei, namorado melhor? Já pode aparecer já..
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Querido futuro namorado

17 de nov. de 2014

Imagem: We ♥ It
Eu sei, eu sei que você está longe, e poderá demorar dias, meses, anos ou décadas. Mas acho que seria legal da minha parte, adiantar algumas coisas pra você, não é mesmo?
Eu sou teimosa, e sempre vou querer por a mão, aonde não alcanço, coisa minha.
Eu não serei do tipo, que te falará: “Você é o ar que eu respiro” ou “Sem você eu não saberei viver”. Então, não se desanime, e se um dia você terminar comigo, não se preocupe, eu não morrerei. Porque você não será a gravidade que me prende ao mundo. Eu nunca serei do tipo, que te proibirá de assistir um jogo de futebol, pelo contrário, eu vou querer que assista, principalmente se seu time for adversário do meu. E não pense que eu me emburrarei fácil se me zoar por meu time ter perdido, eu não ligarei, pois sei que faria 3 vezes pior, do que você poderá imaginar.
Não se incomode de me convidar pra jogar vídeo-game, eu sou apaixonada por isso. E se eu ganhar, não ligue, porque eu passarei o dia todo te zoando. Principalmente se for futebol, e eu estiver usando a master-liga do seu time.
Quando você me elogiar, dizendo que sou linda, tente se acostumar com a minha reação, eu nunca concordarei. E negarei até o meu último instante de vida, que sou bonita.
Eu sou mais nervosa do que se pode imaginar, e se eu estiver na tpm, e você quiser pular fora do barco, eu te entenderei. Porque nesses dias, até eu mesma, mal me aturo. Então, nunca se preocupe, em me lembrar que estou ultrapassando dos limites.
Eu amo fazer um drama sem fim, por mais que seja as coisas mais ridículas do mundo. Teria como se acostumar? É umas das minhas diversas manias, eu sei que isso irá te irritar e você perderá a paciência comigo, mas é tudo questão de tempo.
Não se sinta incomodado, se um dia você me disser: “Te amo” e eu responder: “Também”. Pra você, o meu “também” não poderá ser considerado um “eu te amo”, mas se você sabe o que se passa dentro do meu coração, saberá que eu estou sendo sincera.
Eu não sou daquelas que são românticas a todo momento, mas eu sempre estarei disposta, a te dar carinho. E sou completamente apaixonada por beijos na testa, é carinhoso, e eu gosto.
Se um dia eu quiser dançar, e não tiver música, não me ache maluca. Eu estragaria a música dançando, pode acreditar. Mas enfim, dançaria comigo?
Eu sou chata, um pouco grossa, e muita das vezes, sou marrenta, segundo pessoas. Eu sou muito irônica, talvez isso seja um problema pra você. Ah, e quase ia me esquecendo, sou muito irritante. Mas no fim, você aprenderá a lidar com o meu melhor e o meu pior.
Eu sei que mais do que qualquer um, que se você for o grande amor da minha vida, eu amarei passar a vida ao seu lado. Então, não me deixe esperando por muito tempo, mas se deixar, pode acreditar, que eu te esperarei, contarei as horas, os minutos e os segundos pra te ver chegar. E dono dos meus futuros sorrisos, espero ansiosa a sua chegada.
Um beijo meu futuro amor.
De sua futura amada, uma pequena garota, cujo você um dia, será o dono do coração.
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Sou eu amor..

10 de nov. de 2014

Imagem: We ♥ It
Pode dizer que sou complicada, atrapalhada, bagunceira, boba, engraçada, imatura, muito magra, com os olhos enormes, boca grande e pernuda... mas sou eu. Sou eu! Sou eu amor... É eu! Eu amor. Eu que ligo pra saber se você está bem, eu que pergunto como foi seu dia, eu que tento te fazer sorrir, eu que fico triste quando você está triste, eu que ouço todas as suas reclamações de funcionário, filho e levita.
Sou eu quem tenta te ajudar quando as coisas se complicam. Eu sou aquela que pensa em você 24h por dia mesmo as vezes não querendo. Eu que agradeço á Deus todos os dias por ter você. Eu que ignoro todos os comentários maldosos que existe em nossa volta só para ter o que prazer de viver com você.
Fazer o que, né? Sou eu, eu sou a pessoa que faz de tudo para te fazer a pessoa mais feliz do mundo, que tenta fazer seus dias perfeitos, mesmo eu sendo cheia de defeitos.
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Abafando os gritos

1 de nov. de 2014



Eu e essa mania de tentar escrever coisas que provavelmente sinto. O problema é que muita das vezes eu não entendo ou não sei explicar o que se passa comigo, então fico aqui assim, como agora... Empacada, sem saber como escrever o que estou sentindo no momento. O pior é que escrever é a única maneira que definitivamente consigo me desfazer de tais sentimentos. Escrever é a forma que encontro pra desabafar, desengasgar, sair do casulo, me libertar das algemas... Assim me liberto de meus sufocantes pensamentos que me fazem ter vontade de gritar o tempo todo. Eu me calo, abafo meus gritos dentro de mim e quando eles (os gritos) ficam mais altos que todos os sons externos, acabam fugindo pelos meus olhos.
Hoje confesso que não sei se o que eu sinto é a pura saudade, medo do que não estou me permitindo sentir, ou apenas tristeza. Não se engane, não é esse tipo de tristeza que estais a pensar... Falo tristeza vinda da decepção. Decepcionei-me comigo mesma. Eu jurei, prometi a mim mesmo que não iria mais me apaixonar, depois das coisas que me aconteceram, eu queria esperar. Mas eu me iludo fácil, crio expectativas pra tudo... Adoro abraços inesperados, uma implicância com pitadas de carinho, amo receber elogios e se eles não forem ligados a minha beleza são melhores ainda! Gosto de saber que a pessoa gosta do meu jeito de ser, assim eu não preciso ficar preocupada quando quiser usar minhas camisas super largas, andar descalça e sem maquiagem pela casa. Tenho uma mania feia de me importar com as opiniões alheias, mas isso depende do meu humor. Tem dia que eu estou de bem com a vida e não me importo com nada, mas também tem aqueles que qualquer comentário acaba comigo. Em um dia posso ouvir "Nossa, sua cara é horrível" e continuar bem, no outro dia posso ouvir "Sua unha do dedinho mindinho é feia" e cair em prantos. Mas o "Zé" -o chamarei assim para manter a identidade do indivíduo preservada- apareceu justamente no dia em que eu não estava me importando com absolutamente nada, nem mesmo com a sua presença em minha casa.
Eu estava com um short jeans, blusa larga, cabelo meio doido (leia-se desarrumado) e sem maquiagem. Eu sempre vou dando de mim para as pessoas aos poucos, pois tenho certo medo da forma que elas podem me julgar. Mas a diferença é que fui eu mesma, sem limitações. Mostrei como sou sem nem pensar se ele gostaria ou não, e se não gostasse também... Não faria a mínima diferença, pois como já disse eu não me importo com a opinião dele. Continuei sendo a quase mulher de 20 anos, boba, desengonçada, de risos histericamente descontrolado. Permaneci falando coisas idiotas, fazendo gestos toscos com as mãos, fazendo minhas danças idiotas, expressando minhas opiniões de maneiras enroladas, e mostrei a dependência que tenho pela minha mãe.
A única coisa nele que reparei foi aquele jeito ridículo de chamar atenção e querer ser bom em tudo, e na boa? É uma das piores coisas que um cara pode ter e com isso ele só ganha meu desprezo. Sempre que eu posso dou um fora nele e digo que ele se acha. Mas sabe o pior de tudo? Ele gosta... Eu gosto... Gosto da maneira que ele me olha, gosto de quando ele diz que estou bonita, gosto quando ele fica dando nomes à maneira que me visto no dia... Gosto mais ainda quando ele diz que tem mais que uma queda por mim. Só que eu não posso. Não posso permitir tais pensamentos, tais sentimentos. Ele tem namorada e eu prometi não gostar de alguém tão cedo! Não faz nem um mês que tive mais uma decepção amorosa para a minha coleção e ele aparece me dando carinho.
Zé: - Olha a carinha dela de triste quando eu falo que vou embora!
Eu: - Aff garoto, se enxerga... Só porque você fica triste com a minha ausência não quer dizer que eu fique com a sua.
Mas ele tinha razão. Meu coração dói. Eu sinto falta dele e fico contando os dias para ele aparecer. Eu queria algo para pelo menos matar um pouco da saudade que sinto dele, então acabei pegando emprestada uma pulseira de tecido dele. Quando deitei para dormir parecia que o Zé estava ao meu lado... Seu cheiro estava muito forte e eu achei que estava louca por estar sentindo. Mas quando aproximei o meu braço em meu rosto, pude perceber que seu perfume estava fortemente na pulseira. E ali adormeci.
E assim eu sigo escondendo, abafando, fingindo e ignorando qualquer sentimento que vem de você.
Esse texto foi escrito por mim. Caso queiram reblogar coloquem os devidos créditos junto com o link do blog. Ah, esse texto é um pouquinho antigo.. Hoje o "Zé" infelizmente é o meu ex-namorado.

Sobre o meu atraso

27 de out. de 2014

Peço desculpa se eu me perder um pouco, é a primeira vez que escrevo embriagada. Sinto muito. Sinto tanto. Enchi a cara de álcool, mas a ressaca é por conta do coração partido. Eu sei, já sei, a culpa foi minha e do meu medo de amar. Admito, fui fraca, sou fraca, matei o nosso amor no parto e carrego a dor desse aborto comigo. Desculpa.
Você chegou de mansinho com esse seu olhar de quem esconde os segredos do mundo e destruiu minha armadura, essa que eu levei anos armando, que me protegeu de inúmeras tempestades românticas, que encobriu as minhas dores e me privou da leveza da vida. Você mudou meu rumo, desatou meus nós e me tirou do eixo. Chegou com esse jeitinho marrento, implicante, provocante e me salvou do marasmo que eu tinha mergulhado, a minha aquarela andava meio preta e branca e você me trouxe cor, fez com que eu quisesse acreditar de novo que podia dar certo, mas me faltou coragem para arriscar em nós. Fiquei apavorada com a chance de voltar a doer, fraquejei diante os riscos sem me dar conta de que você valia todos eles.
Olhava os hematomas que carrego em mim feito ouro carimbado na pele e estremecia diante a chance de você virar mais um roxo no meu coração. Eu dizia que você não era pra mim, mesmo você já sendo meu. Armei barreiras por achar que não daríamos certo, cismei que no fundo eu era mais uma diversão que você usaria para passar o tempo, afirmei com veemência que você jamais se prenderia a alguém feito eu, mas não, você não era bicho solto, nem preso, nem nada, você só queria que a vida fosse simples e eu compliquei tudo, por ânsia de querer deixar a vida mais difícil acabei me proibindo de ver que tudo o que você queria era ser meu e te privei de receber o amor que já era seu. Te perdi por medo de me perder em você e não achar mais a saída, só não me dei conta de que aí dentro eu andava mais segura.
Sei que to chegando atrasada, para variar, mas queria que você soubesse que não to sabendo lidar com esse sentimento todo sem tua mão segurando a minha, quando der vê se aparece e eu te juro que não deixo mais você sair.
Esse texto foi escrito pela Gabriela Freitas. Repostei pois reflete o que eu sinto no momento.